Mato Grosso do Sul mantém nível médio de incidência de chikungunya, com a doença já presente na grande maioria dos municípios. De acordo com o mais recente Boletim Epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES), divulgado com dados até 10 de abril, somente cinco das 49 cidades ainda não notificaram casos prováveis.
As cidades de Alcinópolis, Aparecida do Taboado, Aral Moreira, Japorã e Tacuru permanecem sem registros, enquanto outras dez não contabilizam casos confirmados até o momento.
Avanço da doença e número de mortes
Entre os demais municípios, 16 apresentam alta incidência da doença, com mais de 300 casos por 100 mil habitantes, enquanto 23 estão em nível médio.
O Estado já confirmou 10 mortes por chikungunya, sendo seis em Dourados, duas em Jardim e uma em Bonito e Fátima do Sul. Apenas cinco das vítimas tinham comorbidades, e outros quatro óbitos seguem em investigação.
Caso o ritmo de registros seja mantido, 2026 pode se tornar um dos anos mais críticos da série histórica iniciada em 2015, ficando atrás apenas de 2025, quando houve 17 mortes.
Números preocupam autoridades
Ao todo, Mato Grosso do Sul contabiliza 4.281 casos prováveis da doença, número que já figura como o segundo maior da série histórica. Em relação aos casos confirmados, são 2.102 registros, incluindo 43 em gestantes.
Dourados lidera com folga o número de confirmações, seguida por Fátima do Sul, Jardim e outros municípios da região sul do Estado, que concentram os maiores índices.
Os dados estaduais representam cerca de 17% dos casos registrados em todo o Brasil, que já ultrapassam 24 mil notificações.
Reforço no combate à chikungunya
Diante do avanço da doença, ações emergenciais foram intensificadas, principalmente em Dourados. O Ministério da Saúde enviou agentes de combate a endemias e prevê a contratação de mais profissionais para ampliar o atendimento à população.
A Força Nacional do SUS também atua na região desde março, com equipes multidisciplinares que já realizaram mais de 1,4 mil atendimentos, além de encaminhamentos para serviços de maior complexidade e visitas domiciliares.
Paralelamente, operações de limpeza e eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti foram realizadas em milhares de residências, com retirada de resíduos e aplicação de larvicidas.
Entre as estratégias adotadas está a instalação de Estações Disseminadoras de Larvicidas, tecnologia desenvolvida pela Fiocruz que utiliza o próprio mosquito para espalhar o produto em focos da doença. Além disso, o Estado recebeu mais de 46 mil doses de vacina contra chikungunya, que devem ser direcionadas principalmente à região sul.
A principal recomendação das autoridades segue sendo a eliminação de água parada, medida considerada essencial para conter a proliferação do mosquito transmissor.











