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Prevenção

há 23 horas

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IA amplia monitoramento de incêndios para quase 2 milhões de hectares do Pantanal

Sistema Pantera aumentou em 20% a área monitorada e passou a atuar também no Território Indígena Guató, na Ilha Ínsua, além de reforçar a cobertura na fronteira com a Bolívia e no Parque Nacional do Pantanal Matogrossense

O Sistema Pantera, tecnologia de monitoramento com inteligência artificial operada pelo Instituto Homem Pantaneiro (IHP), ampliou em 20% a área monitorada no Pantanal. A cobertura, que antes alcançava 1,6 milhão de hectares na região da Serra do Amolar, passou para quase 2 milhões de hectares.

A expansão inclui o Território Indígena Guató, na Ilha Ínsua, além de novas áreas na fronteira com a Bolívia e o reforço do monitoramento sobre o Parque Nacional do Pantanal Matogrossense, em Poconé (MT).

Com a ampliação, o sistema passa a monitorar uma área equivalente a mais de 2,8 milhões de campos de futebol. A tecnologia funciona de forma contínua, com câmeras de alta resolução instaladas em pontos estratégicos e capazes de enviar imagens para uma central de monitoramento em Corumbá (MS).

Duas ações foram responsáveis pelo aumento da cobertura. Uma nova câmera foi instalada para ampliar o monitoramento de uma faixa da fronteira com a Bolívia. O equipamento funciona 24 horas por dia, sete dias por semana.

Também foi modernizada uma antena já instalada na região do Parque Nacional do Pantanal Matogrossense, ampliando a área alcançada pelo sistema no município de Poconé.

As intervenções foram realizadas ao longo de uma semana, em setembro, com apoio da Brigada Uberaba Guató, que integra o Prevfogo/Ibama, em conjunto com a Brigada Alto Pantanal, mantida pelo IHP.

“Ampliar o sistema de monitoramento é ampliar a nossa capacidade de chegar antes do fogo. Levar o monitoramento ao território Guató e a uma faixa maior da fronteira significa proteger quem vive no Pantanal e fortalecer uma rede que só funciona porque é construída em parceria. Essa ampliação também significa que o Território Guató, que já tem sua Brigada, também passa a ter apoio da inteligência artificial para prevenir o incêndio”, afirma Ângelo Rabelo, diretor-presidente do IHP.

O trabalho é resultado de uma parceria entre o IHP, o Governo de Mato Grosso do Sul, o Exército Brasileiro e a Aldeia Guató Uberaba, comunidade isolada no Pantanal e última da etnia a permanecer no território da planície pantaneira.

Como funciona o Sistema Pantera

Desenvolvido pela startup Um Grau e Meio, o Sistema Pantera opera regularmente desde 2022 e tem sua central de monitoramento na sede do IHP, em Corumbá.

Câmeras de alta resolução instaladas no alto de torres transmitem imagens continuamente para um algoritmo de inteligência artificial. A tecnologia identifica sinais de fumaça em poucos minutos, localiza o ponto da ocorrência e envia alertas automáticos aos operadores.

A velocidade de detecção é uma das principais características do sistema. Enquanto os satélites identificam focos de calor e podem levar de seis a oito horas para detectar um incêndio após seu início, o Pantera busca identificar a fumaça nos primeiros momentos da ocorrência.

A detecção mais rápida permite que as equipes tenham informações enquanto o fogo ainda está em uma fase inicial, quando o potencial de propagação tende a ser menor e o combate pode ser realizado com mais agilidade.

A plataforma também cruza informações sobre temperatura, velocidade do vento e umidade relativa do ar para projetar a direção de propagação das chamas. Os dados auxiliam as equipes na tomada de decisões durante as ações de combate.

As informações são compartilhadas com instituições envolvidas na prevenção e no combate aos incêndios, entre elas o Prevfogo/Ibama, os Corpos de Bombeiros de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, a Brigada Indígena Uberaba, a Armada Boliviana e a ONG boliviana Nativa.

Com o compartilhamento dos alertas entre diferentes instituições, o sistema busca acelerar a resposta a ocorrências em áreas remotas do Pantanal, inclusive locais sem acesso por estradas.

 

 

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