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Entenda como aeronave da FAB de MS ajuda nas buscas por helicóptero desaparecido

SC-105 Amazonas, do Esquadrão Pelicano de Campo Grande, reúne sensores e sistemas de busca que ampliam a capacidade de localizar aeronaves em áreas de difícil acesso

Uma aeronave que saiu de Mato Grosso do Sul passou a integrar a operação de buscas pelo helicóptero desaparecido na Serra Catarinense. O SC-105 Amazonas, do Esquadrão Pelicano, sediado na Base Aérea de Campo Grande, foi mobilizado pela Força Aérea Brasileira (FAB) para reforçar a procura pela aeronave e pelos ocupantes.

O diferencial do avião está justamente na missão para a qual foi desenvolvido: Busca e Salvamento, conhecida pela sigla SAR. O SC-105 conta com sensores e sistemas que ampliam a capacidade de localizar aeronaves, embarcações e pessoas em áreas remotas.

Entre os recursos empregados pelo modelo estão sistemas de busca por imagem e sensores capazes de auxiliar na identificação de alvos. A FAB também registra o emprego de tecnologia de visão térmica no SC-105, recurso que pode ajudar na procura por fontes de calor durante operações de busca.

Na prática, a aeronave funciona como uma plataforma de busca aérea. Enquanto percorre grandes áreas, a tripulação utiliza os equipamentos embarcados para procurar sinais que possam indicar a presença da aeronave desaparecida ou de seus ocupantes.

Esse tipo de recurso ganha importância em regiões de mata, serras e locais de difícil acesso para equipes terrestres. A operação aérea permite ampliar a área observada e direcionar os trabalhos de resgate para pontos que apresentem indícios.

Por que o avião saiu de Campo Grande?

O SC-105 pertence ao 2º/10º Grupo de Aviação (2º/10º GAV), o Esquadrão Pelicano, unidade da FAB especializada em Busca e Salvamento e sediada na Base Aérea de Campo Grande. A unidade atua em diferentes cenários e possui experiência em operações de localização e resgate.

A própria FAB informou recentemente que um SC-105 do Esquadrão Pelicano foi empregado em uma missão para localizar uma embarcação que estava à deriva e sem contato. Na ocasião, os sensores, sistemas de comunicação e radar auxiliaram na identificação inicial do alvo, posteriormente confirmado visualmente pelos Observadores SAR, militares especializados que integram a tripulação.

Como o SC-105 atua nas buscas

Em uma operação de Busca e Salvamento, a aeronave pode atuar de forma integrada com outros meios aéreos e equipes em terra. O objetivo é aumentar a capacidade de localização e reduzir o tempo necessário para encontrar a aeronave ou as pessoas procuradas.

No caso do helicóptero desaparecido em Santa Catarina, a operação envolve diferentes equipes e aeronaves, com buscas concentradas na região da Serra Catarinense.

O acionamento do sistema de Busca e Salvamento é coordenado pela estrutura da FAB responsável pelo planejamento e gerenciamento dessas missões. O Centro de Coordenação de Salvamento Aeronáutico recebe as informações disponíveis e ajuda a definir as áreas de maior probabilidade de localização.

Assim, o avião que partiu de Campo Grande passa a cumprir uma função estratégica: ampliar a cobertura aérea e utilizar equipamentos especializados para procurar o helicóptero em uma região de geografia complexa.

O SC-105 Amazonas é um dos principais vetores de Busca e Salvamento da FAB. Além dele, a Força Aérea emprega helicópteros como o H-60 Black Hawk e o H-36 Caracal em missões SAR, dependendo das características de cada operação.

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