A localização dos destroços do helicóptero que transportava o cantor Rick, o empresário Bruno Avelar e outros três ocupantes foi resultado de uma operação que mobilizou diferentes forças de segurança e resgate na Serra Catarinense. Entre os equipamentos empregados estava uma aeronave SC-105 Amazonas da Força Aérea Brasileira (FAB), que saiu de Mato Grosso do Sul para reforçar as buscas em Santa Catarina.
O avião pertence ao 2º/10º Grupo de Aviação (2º/10º GAV), o Esquadrão Pelicano, unidade especializada em missões de Busca e Salvamento (SAR) e sediada na Base Aérea de Campo Grande. A FAB empregou o SC-105 ao lado de um helicóptero H-60 Black Hawk durante a operação.
A estrutura aérea foi integrada ao trabalho realizado em terra pelo Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC). Mais de 20 bombeiros militares e comunitários participaram diretamente das buscas, com reforços de Lages, Curitibanos, Urubici e São Joaquim.
O trabalho também contou com sete viaturas de resgate, incluindo veículos com tração 4x4, dois drones equipados com câmeras térmicas e dois cães de busca. A Polícia Militar de Santa Catarina auxiliou no isolamento e na segurança da área.
Como a aeronave de MS ajudou nas buscas
O SC-105 Amazonas é projetado para missões de Busca e Salvamento e reúne equipamentos que permitem ampliar a procura por pessoas e aeronaves em áreas extensas e de difícil acesso.
Em uma operação recente, a FAB utilizou um SC-105 do Esquadrão Pelicano para localizar uma embarcação que estava à deriva a cerca de 480 quilômetros de Fortaleza. Na missão, sensores, sistemas de comunicação e radar auxiliaram na identificação inicial do alvo, posteriormente confirmado visualmente pela tripulação especializada em Busca e Salvamento.
Esse tipo de capacidade é especialmente relevante em regiões como a Serra Catarinense, marcada por mata, relevo acidentado e condições meteorológicas que podem dificultar o trabalho das equipes em solo.
No caso do helicóptero desaparecido, a FAB foi acionada pelo sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico. A coordenação regional ficou a cargo do Salvaero Curitiba, responsável pelo planejamento e pela articulação dos meios empregados na operação.
Área de busca foi definida com sinais e informações
Os trabalhos foram concentrados principalmente na região de Urubici, entre a localidade de Vacas Gordas e a área do Morro Agudo. As equipes cruzaram informações do último sinal conhecido da aeronave com dados de localização de celulares dos ocupantes para definir os pontos prioritários.
A área de buscas abrangia cerca de 30 quilômetros e apresentava obstáculos como mata fechada, neblina, chuva e terreno de difícil acesso. Por isso, a operação combinou recursos aéreos e terrestres.
Os drones com câmeras térmicas ajudaram na varredura de áreas onde o acesso era mais complicado, enquanto os cães especializados foram empregados nas buscas terrestres. As viaturas 4x4 permitiram que as equipes avançassem por estradas rurais e terrenos de difícil circulação.
Destino final da aeronave
O helicóptero, um Bell 430, havia decolado de Porto Belo com destino a São Joaquim e perdeu comunicação durante o trajeto na segunda-feira (21). Cerca de 24 horas depois, os destroços foram localizados em uma área rural de Urubici, entre Vacas Gordas e Morro Agudo.
O Corpo de Bombeiros confirmou a morte dos cinco ocupantes. Além de Rick e Bruno Avelar, estavam na aeronave um videomaker, o piloto e o copiloto.
As circunstâncias da queda ainda deverão ser investigadas pelas autoridades responsáveis.
A participação do SC-105 do Esquadrão Pelicano reforça a integração do sistema nacional de Busca e Salvamento da FAB, que pode mobilizar aeronaves especializadas de diferentes regiões do país conforme as características e a localização de cada ocorrência.

